O Dia Internacional das Mulheres, comemorado neste sábado, 8 de março, é uma oportunidade para refletir sobre as barreiras que persistem no empreendedorismo feminino.
Como por exemplo, você sabia que, em 2025, apenas 25% das startups globais são lideradas por mulheres, mesmo representando metade da população economicamente ativa?
Neste artigo, exploramos os desafios atuais, compartilhamos histórias inspiradoras e oferecemos soluções concretas para impulsionar negócios liderados por mulheres.
Por que os desafios da mulher empreendedora persistem em 2025?
1. Acesso desigual a financiamento
Apesar dos avanços, mulheres ainda enfrentam dificuldades para obter crédito ou investimentos.
Dados de 2024 mostram que apenas 12% do capital de risco global vai para empresas fundadas por mulheres.
Como mudar isso?
– Busque fontes alternativas: Crowdfunding, programas de aceleração focados em diversidade (ex: Women’s Startup Lab).
– Networking estratégico: Participe de eventos como o ¨Global Summit for Women Entrepreneurs¨.
2. Equilíbrio entre vida pessoal e profissional
A sobrecarga de responsabilidades domésticas e profissionais ainda recai majoritariamente sobre as mulheres, impactando sua produtividade e saúde mental.
Estratégias práticas
– Terceirize tarefas domésticas ou use apps de organização (ex: Tody).
– Estabeleça limites claros entre trabalho e vida pessoal.
3. Visibilidade e Representatividade
A falta de mulheres em cargos de liderança perpetua estereótipos.
Em 2025, apenas 8% dos CEOs de grandes empresas são mulheres.
Algumas sugestões:
– Crie conteúdo autêntico nas redes sociais para fortalecer sua marca pessoal.
– Participe de conselhos e mentorias para ampliar sua rede.
Mulheres que quebram barreiras
Case 1: Ana Silva, CEO da EcoTech
Ana fundou uma startup de tecnologia sustentável e enfrentou preconceito em reuniões com investidores. Hoje, sua empresa fatura R$ 5 milhões/ano.
Case 2: Movimento #ElasEmpreendem
Coletivo que conecta mulheres a mentores e oferece cursos gratuitos de gestão financeira.
O futuro é colaborativo
Em 2025, os desafios da mulher empreendedora exigem ações coletivas: políticas públicas, apoio de empresas e mudança cultural.
Ao celebrar o Dia Internacional das Mulheres, reforçamos que equidade não é apenas justo — é estratégico para uma economia inovadora.
A história do Dia Internacional das Mulheres: Luta, resistência e conquistas
O Dia Internacional das Mulheres, celebrado anualmente em 8 de março, é muito mais do que uma data comemorativa.
Ele representa um marco na luta por igualdade de gênero, direitos trabalhistas e justiça social, construído ao longo de décadas de mobilização global.
Sua história está entrelaçada a movimentos operários, sufragistas e ativistas que desafiaram estruturas patriarcais em busca de um mundo mais equitativo.
Origens: As raízes no Movimento Trabalhista
No início do século XX, em meio à Revolução Industrial, mulheres trabalhadoras enfrentavam condições desumanas: jornadas extenuantes, salários miseráveis e ausência de direitos.
Nos Estados Unidos, em 1908, milhares de costureiras e operárias protestaram em Nova York contra os abusos nas fábricas. Um ano depois, em 1909, o Partido Socialista dos EUA organizou o primeiro “Dia Nacional da Mulher”, em 28 de fevereiro, para exigir direitos trabalhistas e o voto feminino.
A data ganhou força internacional após a Greve das Operárias da Indústria Têxtil de 1910, em Nova York, que reivindicava melhores condições de trabalho. No entanto, um evento trágico marcaria a história: o incêndio da Triangle Shirtwaist Factory em 1911, que matou 146 trabalhadores (a maioria mulheres imigrantes), expondo a negligência patronal e acelerando as demandas por leis trabalhistas.
A Internacionalização da Luta
Foi na Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague (1910), que a líder alemã Clara Zetkin propôs a criação de um dia internacional dedicado às mulheres.
A ideia era unir ativistas de todo o mundo em torno de reivindicações comuns: direito ao voto, acesso à educação e melhores condições de trabalho.
A primeira celebração oficial ocorreu em 19 de março de 1911, em países como Alemanha, Áustria, Dinamarca e Suíça. Na Rússia, o 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário juliano) tornou-se simbólico: mulheres lideraram manifestações por “Pão e Paz”, culminando na Revolução de Fevereiro que derrubou o czarismo.
Reconhecimento global e expansão das causas
Ao longo do século XX, o Dia Internacional das Mulheres (8M) consolidou-se como um espaço de denúncia e resistência.
Nas décadas de 1960 e 1970, incorporou pautas como a legalização do aborto, o combate à violência doméstica e a igualdade salarial. Em 1975, a ONU celebrou o ¨Ano Internacional da Mulher¨, reconhecendo oficialmente a data.
A partir de 1995, com a IV Conferência Mundial sobre as Mulheres em Pequim, o 8M passou a abordar questões interseccionais, como racismo, LGBTQIAP+ e direitos ambientais.
Por que o 8 de Março importa?
O Dia Internacional das Mulheres não é apenas uma celebração, mas um ato político.
Ele relembra que direitos considerados “conquistados” foram pagos com sangue, suor e mobilização coletiva. É também um convite à reflexão: enquanto houver desigualdade, o 8M seguirá necessário.
A data reforça que a luta é contínua. Como disse a escritora Adrienne Rich: ¨A raiz do movimento feminista está na necessidade de compartilhar a voz coletiva das mulheres que foram silenciadas.¨
Mais informações nesse vídeo da BBC:
Que este 8 de março inspire não apenas comemoração, mas ação.
A história está em construção — e cada um de nós é parte dela.
Principais pontos
– Acesso a financiamento ainda é um gargalo (12% do capital de risco).
– Redes de apoio e mentorias são aliadas essenciais.
– Visibilidade digital fortalece marcas lideradas por mulheres.
– Tecnologias como IA podem otimizar gestão e networking.
– A história do Dia Internacional das Mulheres.